Apple abre em Londres casa de shows de 600 lugares com estúdios de gravação dentro
O Apple Music Hall fica na sede da empresa na Battersea Power Station e entrega ao artista o show gravado em áudio espacial, mixado e filmado

A Apple anunciou em 22 de setembro de 2026 o Apple Music Hall, uma casa de shows para 600 pessoas construída dentro da sede britânica da empresa, na Battersea Power Station, em Londres. A abertura foi noticiada no mesmo dia pela Music Business Worldwide, pelo NME, pela Music Ally e pela Billboard. Nenhuma das fontes informa data de estreia nem os primeiros artistas: a programação será divulgada no site e nas redes do espaço.
O que diferencia o lugar é a estrutura técnica. Segundo a Music Business Worldwide, o palco tem 38 pés de largura (cerca de 11,5 metros) e pode ser montado de frente ou em formato de arena, com público em volta. O som usa 48 caixas em sistema espacial. O prédio abriga ainda dois estúdios de gravação e mixagem, uma sala de controle de transmissão ligada a 16 câmeras ou mais, com captação também por iPhone, e os estúdios da Apple Music Radio em Londres, que passam a transmitir de lá. A empresa afirma que o artista pode sair de uma única apresentação com três produtos: a gravação em áudio espacial, uma mixagem pronta para transmissão e o vídeo multicâmera do show. As apresentações terão transmissão ao vivo para o mundo todo.
Para Zane Lowe, diretor criativo global da Apple Music, ali “grandes músicas e memórias serão feitas”, segundo o NME. A Music Ally relata que o espaço mira três públicos: artistas em início de carreira que precisam de palco, nomes do tamanho de uma casa de 600 lugares e estrelas que, entre shows em estádio, queiram fazer apresentações só para fãs mais próximos.
Não é a primeira vez que a Apple organiza shows em Londres. O iTunes Festival começou em 2007, virou Apple Music Festival em 2015 e, entre 2009 e 2016, ocupou a Roundhouse, em Camden, com transmissão ao vivo. A diferença agora é que a empresa passa a ser dona do palco, dos estúdios e da câmera.
O movimento resume uma tendência: a plataforma de streaming quer controlar também o registro do show, que depois vira conteúdo dentro do próprio serviço. Para quem faz música de forma independente, a lição vale em qualquer escala. Um show bem captado rende gravação ao vivo, vídeo e material de divulgação por meses. Antes de tocar em qualquer espaço que grave a apresentação, vale deixar por escrito quem fica com os arquivos, por quanto tempo e para que usos.