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Mainstream23 SET 2026

Balaclava Fest faz em 26 e 27 de setembro sua maior edição, com DIIV, Blonde Redhead e Beach Fossils

O festival indie paulistano chega à 16ª edição com dois dias, dois palcos e 16 shows no Tokio Marine Hall, em São Paulo

Foto: DavidPMaynard / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0 (DIIV ao vivo em Londres, 2025) · ver original · licença

O Balaclava Fest acontece no sábado, 26, e no domingo, 27 de setembro de 2026, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. É a 16ª edição do festival e a maior da história dele: pela primeira vez são dois dias de programação, com dois palcos e 16 shows no total, oito por dia, em horários que não se sobrepõem. A casa recebe até 4 mil pessoas, os portões abrem às 15h e a programação termina às 23h, com entrada a partir de 16 anos, segundo a Rolling Stone Brasil e o Tenho Mais Discos Que Amigos.

No sábado tocam Blonde Redhead, Dry Cleaning, Pedro the Lion, bar italia, Wishy, Liv.e, Sharp Pins e Ludovic. No domingo, DIIV, Beach Fossils, Wednesday, High Vis, Sudan Archives, Winona Riders, Adorável Clichê e Budang. Os ingressos são vendidos pela Ingresse e, sem taxa de conveniência, no Takkø Café, na Vila Buarque, e há um combo com os dois dias.

O festival é organizado pela Balaclava Records, selo e produtora independente de São Paulo. Nas edições anteriores, desde 2015, passaram por ele nomes como Stereolab, Yo La Tengo, Dinosaur Jr., Slowdive e Fleet Foxes, além de artistas brasileiros como Terno Rei e Ana Frango Elétrico, de acordo com a Rolling Stone Brasil.

O crescimento chama atenção num ano em que a agenda de shows internacionais no Brasil está cheia de grandes turnês e festivais de marca. O Balaclava segue outro modelo: é um festival de curadoria, montado por um selo, que junta bandas estrangeiras do circuito independente com artistas nacionais da mesma cena. Segundo a Agência UVA, os brasileiros da escalação são Ludovic, de São Paulo, e duas bandas de Santa Catarina: Adorável Clichê, de Blumenau, e Budang, de Florianópolis. A argentina Winona Riders é o único nome latino-americano que canta em espanhol.

Para quem faz música independente, esse tipo de festival é uma ponte entre o palco nacional e o público que acompanha a cena de fora. Abrir para uma banda internacional num evento com curadoria clara coloca o artista diante de gente disposta a descobrir som novo, e a relação com selos e produtoras que montam essas escalações costuma começar muito antes, nos shows menores e no circuito de casas da própria cidade.

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