Kiko Dinucci leva "Medusa" ao palco do Sesc Pompeia em 26 e 27 de setembro
Lançado pelo selo Risco em 9 de setembro, o disco aproxima a canção brasileira do ruído de guitarra do shoegaze e do punk

O compositor e guitarrista paulistano Kiko Dinucci apresenta ao vivo pela primeira vez o álbum “Medusa” nos dias 26 e 27 de setembro de 2026, no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo. Segundo o Minuto Indie, os ingressos custam de R$ 18 a R$ 60 e são vendidos pela internet e nas bilheterias do Sesc. No palco, Kiko assume voz e guitarra, acompanhado de Podeserdesligado nos samplers e fitas.
“Medusa” saiu em 9 de setembro pelo selo Risco e é o primeiro disco solo dele desde “Rastilho”, de 2020. O próprio artista o define como “um disco de amor, fantasmas e bichos”, segundo o Tenho Mais Discos Que Amigos, e o Minuto Indie registra o rótulo que ele criou para o som: “exugaze”. A ideia é aproximar o cancioneiro romântico brasileiro, com Roberto Carlos dos anos 1970 entre as referências, das guitarras densas de bandas como My Bloody Valentine, Hüsker Dü, Dinosaur Jr. e Sonic Youth, com espaço para samba, ruído e microfonia.
O disco reúne uma rede de nomes da música paulistana. Entre as participações citadas pelo Tenho Mais Discos Que Amigos estão Sophia Chablau, Negro Leo, Maria Beraldo, Romulo Fróes, Juçara Marçal e Crystal Duarte, além de Cadu Tenório e Podeserdesligado nas eletrônicas. Juçara Marçal é parceira de Kiko no trio Metá Metá.
Em entrevista ao Scream & Yell, publicada em 21 de setembro, Kiko contou que se move pela vontade de ser surpreendido pelo próprio trabalho. “A possibilidade de me surpreender me mantém vivo”, disse.
“Medusa” mostra um caminho que a música independente brasileira conhece bem: um disco feito em rede, com selo pequeno, artistas que se revezam nos trabalhos uns dos outros e lançamento ancorado em show numa casa pública de cultura. Com ingresso a preço acessível, o Sesc é um dos palcos em que um disco de risco estético encontra público em São Paulo. Para quem lança de forma independente, a estratégia de estrear o repertório ao vivo semanas depois do álbum ajuda o disco a ganhar uma segunda onda de atenção, quando a imprensa e o público já tiveram tempo de ouvir.