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Mainstream23 SET 2026

Seis cantoras da nova geração homenageiam Ney Matogrosso em show gratuito nos Arcos da Lapa

Juliana Linhares, Linn da Quebrada, MC Tha, Melly, Tássia Reis e Xênia França cantam o repertório de Ney em 27 de setembro, no Rio

Foto: Lunna Campos / Wikimedia Commons / CC BY 2.0 · ver original · licença

Os Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, recebem no domingo, 27 de setembro de 2026, o show gratuito “Eu prefiro ser: uma homenagem a Ney Matogrosso”. Seis vozes da música brasileira atual dividem o palco para reler canções marcadas pela voz de Ney, que chega aos 85 anos em 2026: Juliana Linhares, Linn da Quebrada, MC Tha, Melly, Tássia Reis e Xênia França. O tributo foi noticiado pelo Portal Democrata e pelo Encontra Lapa.

O espetáculo é promovido pelo Solar, espaço cultural que desde junho abriga a exposição “Ney Matogrosso: Eu prefiro ser”, e encerra a Semana de Arte do Rio. Segundo o Encontra Lapa, a direção geral é de Diogo Fernandes e os arranjos são de Webster Santos, em um roteiro de 24 números com canções como “Rosa de Hiroshima” e “Metamorfose Ambulante”. O Portal Democrata cita também “Homem com H” entre as músicas esperadas. Pela programação divulgada pelo Portal Filipe Mello, a tarde começa às 16h com a DJ Paulete Lindacelva, o show vai das 18h às 19h30 e a DJ Quimera fecha a noite. No mesmo dia, a exposição fica aberta com entrada gratuita, do meio-dia às 21h, na sede do Solar, na Rua do Senado.

O show no Rio faz parte de uma série de homenagens a Ney ao longo do ano, no Brasil e fora dele. Em junho, segundo o Portal Democrata, houve um tributo na Casa da Música, no Porto, em Portugal.

A escolha do elenco diz muito sobre o legado. Desde os anos 1970, com os Secos & Molhados e depois na carreira solo, Ney fez do corpo, da voz e da recusa a rótulos uma forma de liberdade no palco. Cinquenta anos depois, quem recebe esse repertório é uma geração de cantoras que vem de caminhos tão diferentes quanto o funk, o rap e a canção nordestina.

Tributo não é só celebração: é também o momento em que uma obra passa para outras vozes e ganha leitura nova. Para quem faz música independente, reinterpretar um repertório clássico com arranjo próprio é um jeito honesto de se apresentar a um público maior, desde que a autorização das obras e o pagamento dos direitos autorais estejam em dia.

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